Operação Rondon será realizada por universidades

(Em pé, da esq. para a dir.) Lucas Araújo, Ana Paula, Marilisa do Rocio, Simone Castanho, Fátima Padoan, Rui Gonçalves, Pedro Henrique, Mariza Fordellone, Léia Regina, Ellen de Souza. (Agachados da esq. para dir.) Luiz Fabiano, Fabiano Costa, Flávia Teixeira, Mário Cézar, Adriane Martins e Silvio Luiz Rutz, após reunião na reitoria da UENP (Em pé, da esq. para a dir.) Lucas Araújo, Ana Paula, Marilisa do Rocio, Simone Castanho, Fátima Padoan, Rui Gonçalves, Pedro Henrique, Mariza Fordellone, Léia Regina, Ellen de Souza. (Agachados da esq. para dir.) Luiz Fabiano, Fabiano Costa, Flávia Teixeira, Mário Cézar, Adriane Martins e Silvio Luiz Rutz, após reunião na reitoria da UENP

Uma parceria inédita entre três Universidades Estaduais do Paraná foi firmada, na terça-feira (07/03), em Jacarezinho, para realização da Operação Rondon de 2017. A apresentação, o estudo e a aprovação da proposta de extensão aconteceu em reunião com representantes das Universidades Estaduais de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), e do Norte do Paraná (UENP). As outras Instituições de Ensino Superior estaduais receberão convite para integrar a ação piloto, que contará com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI).

Seguindo os moldes do Projeto Rondon nacional, a Operação Rondon paranaense, que acontecerá, neste ano, em oito municípios do Norte Pioneiro do Paraná, de 23 de julho a 5 de agosto, também traz como objetivo a formação de multiplicadores nas comunidades assistidas para contribuir na melhora das condições de vida e bem-estar das pessoas. O projeto, que também traz a possibilidade de participação de técnicos administrativos, visa também fortalecer a formação humana e profissional dos estudantes e ainda trabalhar pela qualidade e eficiência da administração municipal.

A pró-reitora de Extensão e Cultura da UENP, Simone Cristina Castanho Sabaini de Melo, acentua a importância do projeto para a Universidade. “Ser parte desse processo inicial é extremamente importante, gratificante e um grande presente para a UENP, que já possui vasta experiência com projetos de extensão e tem agora a oportunidade de ampliar sua atuação na comunidade”, disse a pró-reitora. “Com a Operação Rondon, teremos ainda a possibilidade de atender uma grande demanda dos estudantes que se candidatam para participar do Projeto Rondon nacional, mas não são selecionados. Essa será mais uma oportunidade para todos”, pontua.

Esse é um sonho antigo dos professores que vêm participando do Projeto Rondon nacional, recorda a pró-reitora de Extensão e Assuntos Culturais da UEPG, Marilisa do Rocio Oliveira. “Vislumbrávamos a possibilidade de trazer isso para mais próximo da gente. Esse projeto é um sonho que se realiza. É mais uma oportunidade para o nosso aluno poder conhecer a realidade do Paraná, poder contribuir em suas áreas de atuação”, acentua Marilisa. Ela ressalta ainda que se trata de um grande momento para história da educação superior do Estado, principalmente pela possibilidade de se trabalhar a mobilidade acadêmica e a troca de experiências entre as instituições. “É um projeto piloto e estamos na torcida para que dê certo, para que a partir do ano que vem nós possamos ampliar ainda mais”, planeja a pró-reitora.

Com experiência de participação em quatro operações do Rondon Nacional pela UENP, o professor Luiz Fabiano Zanatta destaca a possibilidade que o projeto paranaense traz de ampliar o número de vagas para participação de estudantes em projetos de extensão e sua importância para a vida do aluno. “O projeto de extensão, independente do corpus e do formato, é sempre transformador, pois possibilita ao aluno uma aplicação de conhecimento para além do espaço do muro acadêmico, transcendendo a questão academicista e impactando sobre a transformação humana”, pontua o professor. Ele projeta ainda um cenário futuro de ganho para a região toda. “Esse é um projeto que vem com uma articulação extremamente fortalecida, porque tem envolvido três universidades estaduais com o apoio da SETI”, finaliza.

O professor Silvio Luiz Rutz da Silva, que participou das duas Operações realizadas no Paraná pela UEPG, em 2015 e 2016, comenta que a universidade tem de ser para o acadêmico muito mais do que a sala de aula. “A universidade tem de proporcionar para o aluno experiências e vivências que sejam bastante ricas. Então, nesse contexto, o Rondon se encaixa numa situação que você proporciona ao aluno ter contato direto com diversos problemas sociais e econômicos de determinadas comunidades”. Sobre a reunião realizada na UENP, Silvio disse ter sido bastante produtiva. “A gente saiu bastante satisfeito com a reunião. Ficou bastante claro a potencialidade e capacidade de cada uma das instituições. Essa reunião foi um marco histórico dentro do ensino superior do Paraná e o projeto deverá ser algo que não terá mais volta, pois ganhará volume e relevância cada vez maiores”, acentua.

O resultado desse projeto-piloto deverá garantir que a proposta se torne um programa dentro do Governo, perpetuando-se e se espalhando para todo o estado do Paraná, fazendo com que todas as universidades possam desenvolver ações nos municípios de baixo IDH que estão ao seu redor. “É importante buscar essa integração da universidade com a comunidade”, salienta a diretora de Extensão da UNIOESTE, Adriane de Castro Martinez Martins. Ela acrescenta ainda que a extensão proporciona ao aluno fazer a integração com a comunidade. “É uma vivência rica de aprendizados”.

A reitora Fátima Aparecida da Cruz Padoan participou da reunião e ressaltou a possibilidade de ampliação das ações de extensão das Universidades estaduais. “Recebemos com grande entusiasmo essa proposta de integrar os trabalhos da Operação Rondon. A UENP tem uma grande tradição na extensão universitária e esse projeto possibilitará ampliar ainda mais a atuação da nossa Universidade”, ressalta a reitora. Participaram também da reunião o vice-reitor Fabiano Gonçalves Costa, a diretora de extensão, Flávia Teixeira Ribeiro da Silva; o pró-reitor de Recursos Humanos, Lucas Oliveira Araújo; Rui Gonçalves, da Proec; e os professores Mariza Fordellone, Léia Regina de Souza Alcântara, Ellen de Souza Marques, Pedro Henrique Carnevalli, Ana Paula Veber, Pedro Henrique Carnevalli e Mário Cézar Lopes.

Última modificação: Segunda, 13 Março 2017 16:59