Numape promove campanha “Laço Branco: homens pelo fim da violência contra a mulher”

Sexta, 14 Dezembro 2018 10:56 por Assessoria de Comunicação Social
Servidores da reitoria acompanhados da reitora, Fátima Padoan, do diretor do Campus de Jacarezinho, Fábio Neia, e integrantes do Numape posam para foto da Campanha Servidores da reitoria acompanhados da reitora, Fátima Padoan, do diretor do Campus de Jacarezinho, Fábio Neia, e integrantes do Numape posam para foto da Campanha

O Núcleo Maria da Penha (Numape) da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) promoveu a campanha “Laço Branco: homens pelo fim da violência contra a mulher” no Centro de Jacarezinho. A ação foi realizada durante a manhã de quinta-feira, 6 de dezembro.

O dia 6 de dezembro se tornou um dia em que, mundialmente, os homens se mobilizam pelo fim da violência contra a mulher. A data lembra atentado realizado no Canadá em 1989, em que um atirador invadiu uma sala de aula de uma universidade em Montreal, pediu para que os homens se retirassem e executou todas as mulheres a tiros em seguida.

No Brasil, o dia 6 de dezembro foi oficializado como Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres através do Decreto de Lei nº 11.489, de 20 de junho de 2007.

Desde então, anualmente, o símbolo desta luta dos homens contra a violência de gênero se tornou uma pulseira branca. Em Jacarezinho, quatro representantes do Numape distribuíram fitinhas brancas com a frase “Homens pelo fim da violência contra a mulher” pelo comércio do Centro da cidade, levando pulseiras também a outros órgãos públicos como a Delegacia, o Fórum, a Reitoria da UENP e outras instituições. Os homens participantes exibiam a pulseira para tirar uma foto, publicada no Instagram do Núcleo.

O empresário João Tanferri, de 27 anos, foi um dos homens que aceitou amarrar a fita no pulso e tirar uma foto para a campanha. “As pessoas precisam tomar conhecimento de que a luta pelo fim da violência contra a mulher não é apenas das mulheres, nem apenas dos homens, mas de toda a humanidade. Muitos homens são criados em um ambiente em que a violência contra a mulher é recorrente. Por isso, conscientizá-los pode fazer com que não reproduzam isso na vida, e nem na educação dos filhos”, argumenta.

A estudante de Direito da UENP e estagiária do Numape, Gabriela Garcia Machado, relata como foi a experiência de interagir com a comunidade na distribuição das pulseiras. “Durante a nossa iniciativa de hoje pude confirmar que se trata de uma pauta de extrema importância, por perceber que o assunto ainda é tratado como alvo de comentários ou piadas inadequadas, demonstrando que uma parte da sociedade resiste em compreender que o combate à violência contra mulher é um dever de todos”, afirma.

Última modificação: Sexta, 14 Dezembro 2018 11:02
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